Quando se trata de educação infantil, planejamento e
organização de projetos são essenciais. E para que isso ocorra da melhor forma
é necessário considerar, em primeiro lugar, a criança com que se trabalha e sua
relação direta com a família, o que significa levar em conta as experiências,
crenças, valores, costumes e expectativas, ou seja, todo contexto particular de
cada aluno.
Outro fator importante é a promoção da autonomia,
que se torna possível por meio de ações estrategicamente pensadas pelo
professor, nas quais a criança possa tomar decisões sozinhas e coletivamente,
fazer escolhas, executar tarefas compatíveis com sua idade e refletir, tornando-se
sujeito de seu desenvolvimento.
Partindo deste viés, o desenvolvimento é mais bem
proporcionado agregando os cinco sentidos à proposta pedagógica, que encontra
nos ambientes internos, sobretudo, nos externos, um meio para sua aplicação
incluindo a brincadeira, tanto livre quanto dirigida.
O professor deve organizar seu ambiente de acordo
com as necessidades que se fazem presentes e, vão sendo apresentadas pelas
crianças ao longo do período escolar. Isso requer pensar nos espaços, recursos
e tempo que serão disponibilizados em cada atividade, sem esquecer o valor que
os ambientes possuem em propiciar a autoestima e autoconceito positivos na
criança, conforme a disposição dos materiais, higiene, agradabilidade,
motivação, adaptação, integração e respeito.
O planejamento não pode ser rígido, haja vista a
possibilidade de imprevistos, portanto é válida a dinamicidade das atividades.
No que tange a avaliação, sabemos que na educação infantil, esta se faz por
meio de registros e observações, todavia, é preciso o desapego às formalidades
demasiadas, e uma valorização do diálogo, percepção e interação dos quais
resultam aperfeiçoamento do trabalho e maior desenvolvimento humano. Os
registros podem, inclusive, serem feitos a partir das novas tecnologias,
incluir as impressões da família sobre os processos e aprendizados, e afins.
É notável a grandeza da educação infantil, pois ela
constitui a primeira etapa de um ciclo contínuo, o aprender. E as crianças não
apenas aprendem a conhecer, fazer e experimentar, mas, também, a ser, essa é a
essência.
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