PÚBLICO-ALVO: Jardim II
EIXOS TEMÁTICOS: Linguagem Musical, Educação Musical,
Cultura Popular, Manifestações Culturais, Cultura Afro-Brasileira
DURAÇÃO: uma aula de 50 minutos
Segundo o RCNEI (1998,p.47) “Outra prática corrente tem
sido o uso das bandinhas rítmicas para
o desenvolvimento motor, da audição, e do domínio rítmico. Essas bandinhas
utilizam instrumentos — pandeirinhos, tamborzinhos, pauzinhos etc. — muitas
vezes confeccionados com material inadequado e conseqüentemente com qualidade
sonora deficiente. Isso reforça o aspecto mecânico e a imitação, deixando pouco
ou nenhum espaço às atividades de criação ou às questões ligadas a percepção e
conhecimento das possibilidades e qualidades expressivas dos sons.”,esta tem
sido a grande dificuldade para se trabalhar a Linguagem Musical dentro do
contexto escolar.
Diante disso,a proposta desta aula é proporcionar uma
vivência de Maracatu de Baque Virado com as crianças do Jardim II.
A criança quando brinca,movimentando o corpo e
cantarolando canções, relaciona-se assim com a cultura e o mundo em que vive e
descobre a cada dia,dando significado à ele.Esta rica experiência de dança e
música em que está inserida proporciona à criança possibilidades de criar e
categorizar o que faz sentido à ela. Maffioletti (2007) escreve que: “É isso
que fará dela um ser humano capaz de compreender os sons de sua cultura [...]”
(p. 130).
Vamos descobrir novas possibilidades,criar e brincar o
Maracatu numa tentativa de diminuir as fronteiras entre as crianças de Bauru e
Recife.
OBJETIVOS:
1. Desenvolver
a valorização da Cultura Negra nos alunos;
2. Promover
o respeito pela ancestralidade e religiosidade afro-brasileira;
3. Conhecer
tradições e culturas diferentes;
4. Desenvolver
percepção auditiva;
5. Vivenciar
e conhecer a história do Maracatu de Baque Virado;
6. Desenvolver
a expressão,auto-estima e auto-conhecimento ;
7. Ampliar
a memória musical e o ritmo.
METODOLOGIA:
-Apresentação de Power Point com fotos da Nação de Maracatu
Porto Rico, de Recife-PE, com enfoque nas crianças que dançam e tocam na Nação.
-Vídeos com o Cortejo da Nação de Maracatu Porto Rico em
Recife-PE nas ruas no Carnaval de 2012 e 2013, também com enfoque na
participação das crianças.
-Vídeo: A menina e o tambor.
Animação que conta a história de uma menina que, ao
perceber o olhar triste das pessoas, começa a tocar um tambor enquanto anda
pela rua, e o som do tambor, que é a mesma batida do coração, conecta as
pessoas, deixando-as mais felizes. Essa animação mostra o poder da Música de
transformar e curar as pessoas.
-Conhecer e tocar os instrumentos de Maracatu: Alfaia,
Agbê e Atabaque.
AVALIAÇÃO:
Ocorrerá durante todo o
processo mediante a participação dos alunos.Roda de conversas sobre o que
aprenderam do Maracatu de Baque Virado.
RELATÓRIO: Sabemos
que a Música é de extrema importância na Educação Infantil,auxiliando no
desenvolvimento do raciocínio,concentração,criatividade.
Aliada
às nossas manifestações culturais como: Coco,Cacuriá,Maracatu,Jongo,Frevo se
torna um aprendizado rico,trazendo conscientização e valorização da nossa
cultura popular.
Aqui
escolhi o Maracatu de Baque Virado por se tratar de uma cultura de resistência
do povo negro afro-brasileiro.Engloba diversos temas em uma atividade só:
ensino de linguagem musical,valorização da cultura negra e do povo negro,mantém
viva nossas tradições da Cultura Popular.
Por
fazer parte de um grupo que pesquisa e toca a Nação de Maracatu Porto Rico,de
Recife-PE,nestes anos todos pesquisando percebi que todas estas manifestações
são apreendidas através de vivências e oralidade,usando desta
metodologia,decidi aplica-la às crianças também.
Como
eu já imaginava as crianças ficaram muito agitadas,mas canalizei toda a energia
delas para a vivência sobre o que é o Maracatu de Baque Virado.
Primeiramente
conversamos sobre o que é esta manifestação,nenhuma criança sabia do que se
tratava.
Depois
passei 3 vídeos e percebi que prestaram bastante atenção,quase não houve
conversa.
Apresentei
os instrumentos que pude levar até à escola : 1 alfaia, 5 agbês.
Fomos
para a parte externa,um local onde tinha grama.
Claro
que num primeiro momento eles fizeram muito barulho e brincaram um pouco com os
instrumentos.
Consegui
que se acalmassem e ensinei o toque mais básico da alfaia e do agbê,com poucos
instrumentos e 26 crianças foi bem difícil.
Fiz
um esquema para revezarem e enquanto uns tocavam,outros dançavam ou brincavam
na grama.
Como
teriam que voltar pra sala de aula,sentamos no chão e pedi que respirassem
fundo algumas vezes para se acalmar.
Conversamos
um pouco sobre o que aprenderam da vivência.
Foi
gratificante pois ficaram muito alegres e lembrei-os do vídeo da Menina e o
Tambor,onde todos na rua se sentiam felizes ao ouvir o tambor tocando,esta é a
magia do Maracatu.
Como
uma introdução ao Maracatu ,uma aula de 50 minutos é suficiente,porém como já
disse,Maracatu é uma vivência,uma tradição passada através dos Mestres por
oralidade.Para não atrapalhar a rotina da sala,uma aula foi o que pudemos
ter,mas constatei que foi eficaz e que absorveram algumas coisas.
RAYANE
Projeto Meu Corpo no Espaço!
Escola: Colégio São Francisco de Assis – Bauru/SP
Faixa Etária: 3 e 4 anos (Infantil II)
Quantidade de alunos: 14 crianças
Período: Manhã
Duração: Cerca de 30 minutos
Objetivos Gerais: Possibilitar às crianças a
capacidade de reconhecer seu corpo e partes distintas deste, inserção no espaço
em que vivemos e noções de lateralidade.
Objetivos Específicos:
·
Dialogar com às
crianças sobre o corpo humano e observar as noções já adquiridas;
·
Desenvolver a
percepção de frente e trás;
·
Observar a atenção das
crianças quando uma comanda for dada;
·
Propiciar momento de
descontração ao cantar uma música conhecida pelas crianças fazendo menção as
partes do corpo humano.
Procedimentos Metodológicos:
Será realizada a acolhida das crianças e feito um
diálogo inicial onde o tema a ser tratado será exposto. Nesse momento, deverá
ser observado as noções iniciais que a turma apresenta em relação ao
conhecimento do próprio corpo e as dúvidas que por ventura surgirem deverão ser
sanadas de forma clara e a mais tranquila possível. Após isso, a primeira
atividade deverá ser explicada às crianças, retomando as noções tratadas na
conversa anterior, aqui serão dispostas as mochilas que elas utilizam em uma
fileira e solicitado um a um que atenda aos comandos da mediadora para se
posicionarem na frente ou atrás dessas. Nesse momento, é importante intercalar,
repetir e testar a atenção das crianças com relação à comanda dada. Num último
momento é realizado o encerramento da atividade com a canção Cabeça, Ombro,
Joelho e Pé, da apresentadora Xuxa, que faz menção às partes do corpo humano e
características da face (olhos, ouvidos, boca e nariz), deve-se observar as
noções que a turma apresenta em relação às partes citadas.
Recursos Didáticos:
·
Mochilas das próprias
crianças (pode ser cadeiras ou outro objeto que possibilite a movimentação
frente/trás);
·
Rádio;
·
Canção: Cabeça, ombro,
joelho e pé.
Desenvolvimento e avaliação:
O momento da acolhida
serviu para despertar a turma, pois, sempre que chegam a escola ainda estão
meio sonolentas por se tratar do período matutina (entram por volta das 7:30
horas). Aqui a maioria se manteve atenta a explicação passada com exceção de
dois alunos que se mostraram mais dispersos. Após, no momento da realização da
primeira atividade que envolvia as mochilas dos alunos, a turma foi ficando
mais agitada e foi preciso fazer uma intervenção para que escutassem a
explicação e realizassem a atividade. Todos conseguiram, mas, houve casos em
que foi preciso repetir algumas vezes a comanda para que a criança entendesse a
posição que deveria ficar. No último momento, foi realizado uma atividade mais
descontraída com a canção da apresentadora Xuxa, a maioria das crianças já
tinha noções básicas das partes do corpo, cabeça e pés principalmente, e outras
tiveram mais dificuldades para localizar os ombros e joelhos, mas, nada de
muito preocupante, já que esse é o primeiro ano da turma numa escola. Em
relação aos órgãos do sentido localizados na face, a maioria representou
corretamente durante a execução dos gestos.
Durante
todo o trabalho, somente dois alunos não se envolveram totalmente nas
atividades, um deles é conhecido pelo comportamento agitado e outro é o mais
novo da turma e por isso nem sempre se integra em tudo que é realizado. Na
atividade de posicionamento frente/trás, uma das alunas teve maior dificuldade
pois, “imitava” a comanda dada à criança anterior a ela, e por esse motivo, foi
preciso repetir mais que uma vez o que era para ser feito. Posso destacar que a
turma se encontra em um nível coerente de desenvolvimento para idade, já que,
como mencionado acima, é a primeira vez que frequentam o ambiente escolar. Me
sinto grata por ter tido a oportunidade de realizar essa atividade, pois, já é
o ambiente em que atuo diariamente, mas, não em situação direta de
ensino/aprendizagem.