segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Seminários

Boa tarde!

Neste tempo temos conversado muito sobre Educação Especial, você já parou para pensar sobre o tema?
Mais que uma necessidade é um direito, por isso te convidamos a conhecer um pouco sobre a Deficiência Auditiva (DA) que fez parte do nosso Seminário!

Com essa postagem você pode ainda acessar documentos oficiais sobre a DA e os processos de escolarização.

AEE da pessoa com DA: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdf
Fascículos sobre a Educação Especial: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17009 - Fascículo 04 sobre Deficiência Auditiva e

Boa leitura!








Abraços de todas nós da Equipe Enxame de Ideias!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ROTEIRO PARA ANÁLISE DOS FILMES


Filme 01: “O menino selvagem”
Filme 02: “Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan”

EQUIPE: ENXAMES DE IDEIAS

1- Sinopse dos Filmes.

Filmes 01: “O menino selvagem” apresenta o processo formativo humano de uma criança encontrada numa floresta francesa, por volta de 1978. Os hábitos e comportamentos do menino assimilavam-se aos de um animal, por deduzir-se que desde seu nascimento havia vivido e sobrevivido no interior do mundo selvagem. Ao ser examinada pelo psiquiatra francês, Pinel, a criança é dita como irrecuperável e incapaz de aprender o modo de vida humano por ser congenitamente inferior. No entanto, um jovem médico da época, Itard, decide comprovar que é possível recuperar o atraso formativo, que ao contrário de ser congênito, refere-se ao não contato da criança com seres humanos. Com a ajuda da governanta, Mme Guérin, Itard busca desenvolver o intelecto, os sentidos e sentimentos do garoto, agora nomeado Victor.

Filme 02: “Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan” conta o processo educativo de Helen Keller, uma criança com deficiência visual e auditiva, cuja interação social se vê prejudicada pela ausência de uma forma comunicativa efetiva e pela forma equivocada com que seus pais lidam com seus maus comportamentos. Em suas muitas tentativas de educar, e disciplinar a garota, os pais entram em contato com um médico regional especialista em pessoas com deficiências que encaminha Anne Sullivan, uma de suas ex-pacientes, para assistir, acompanhar e ensinar Helen. Os primeiros contatos mostram-se difíceis, em vista aos maus hábitos dados pelos pais à garota, contudo, num árduo e belíssimo trabalho, Sullivan consegue ensinar à menina as primeiras noções comunicativas em língua de sinais, junto aos princípios comportamentais interpessoais. Algumas resistências e imposições são feitas por parte dos pais, o que acarreta certa dificuldade de Sullivan alcançar os objetivos emancipatórios com Helen Keller, no entanto, em uma de suas abordagens com a garota, pode vê-la atingir o objetivo principal de compreensão comunicativa, a noção de sentido, ou seja, a relação palavra>realidade e realidade>palavra. Sullivan acompanhou Helen Keller durante toda a sua formação pessoal, e pode ajudá-la a se tornar advogada.

2- Escolha uma cena de cada filme que mais gostou, justificando o motivo.

DANIELY

Filme 01: O Filme “O menino selvagem” apresenta várias cenas que podem ser analisadas por diferentes âmbitos. Contudo, a cena que marcou de forma significativa foi o momento em que o professor precisa observar, analisar, e criar novas estratégias trabalhar com as letras do alfabeto. O menino no começo apresentou resistência e rebeldia, como consequência foi castigado. Porém, por meio da reflexão e sensibilidade o professor descobriu o percebeu a forma de raciocínio do menino naquele momento.
Outro momento marcante foi o ensino/aprendizagem referente à forma de se portar a mesa para se alimentar utilizando talher. O que parece simples para uma pessoa educada com os hábitos sociais, como, colocar um sapato e caminhar, para aquele menino se faz como um processo de lapidação de pedra brusca de forma progressiva e/ou contínua.

Filme 02: O filme “Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan” apresenta cenas importantes em diversos momentos. Contudo é importante destacar o momento em que a professora resolveu ficar com a menina sozinha em uma casa, distante dos pais. Foi nesse momento que ela encontrou meios eficazes de começar o processo de ensino/aprendizagem por meio da língua de sinais, sinalizando nas mãos da menina. Momento também oportuno para ensinar-lhe a se comportar durante as refeições, comer utilizando talheres entre outros.
A professora associava a língua de sinais com um determinado objeto para que Helen soubesse o sentido da palavra. A persistência da professora, a criatividade, a observação e o conhecimento foram pontos importantes para realização de todo o processo.
A distância dos pais “piedosos” em relação a Helen e a dependência da menina em relação a professora criou meios propícios para estimulá-la ao início de sua comunicação como “meio de sobrevivência”. 
No princípio as atitudes da professora pareciam insensíveis. Porém somente com o olhar de educadora, sem piedade da menina, e sim acreditando em seu potencial, que a professora conseguiu realizar mudanças significativas em apenas duas semanas (tempo estipulado pelo pai de Helen).

JAMILE

Filme 01: Cena em que as primeiras formas comunicativas são manifestas pelo menino, ao solicitar o leite, e a demonstração do seu apreço pelos passeios no campo. Este trecho evidencia a sensibilidade humana, e enriquece sobremaneira a nossa percepção como educador, existem sim muitas situações em que a aprendizagem parece ser penosa e o esforço demasiado, mas há sempre que se lembrar da ser humanidade de todos nós, como seres que sentem, que se afetam e são afetados.

Filmes 02: Cena em que Anne Sullivan solicita que os pais de Helen Kellen se retirem da sala de jantar para que ela possa lidar com a indisciplina da garota. Considero uma cena importantíssima, sobretudo, por uma fala posterior de Anne em que ela diz “O que você exige dela agora é tudo o que ela será”. A piedade dos pais ocasionava prejuízos na educação de Helen, pois a tornava uma garota mimada, realidade que se repete com frequência no que tange a abordagem familiar e até pedagógica com crianças com deficiência, e não apenas com elas. O sentimento de dó, e a falta de firmeza, o que não é sinônimo de violência, acarreta a má formação do ser humano como um ser social, e individual que é livre para fazer escolhas, no entanto precisa considerar o outro ao fazê-las.

RAYANE

Filme 01: A cena que mais me chamou atenção do filme “O menino selvagem” foi aquela que o pai adotivo de Victor tentava fazer com que ele andasse sobre as duas pernas, visto que, até então ele tinha o hábito de animais e andava sob 4 apoios. Achei a cena interessante pois, ela nos mostra claramente o fato de que nossa humanidade só se torna possível por meio do contato com outro humano. Do contrário,  é possível que qualquer um de nós na situação do menino tivéssemos tal atitude.

Filme 02: Achei muito interessante as cenas finais do filme, em que, os papeis se invertem. O pai de Helen, inicialmente muito resistente a intervenção de Anne (Sullivan) passa a compreender melhor os métodos utilizados pela mediadora,  e recebe apoio do filho mais velho. Já a mãe,  que inicialmente se mostra muito envolvida no desenvolvimento de Helen passa a ter atitudes contrárias a sua postura inicial, mas, advertida pelo marido e enteado retoma sua posição em apoiar. Metodologia de Anne.

3- Relação do filme com inclusão social ou inclusão escolar.


Os filmes mostram claramente a ideia que ainda temos em relação à pessoa com deficiência. Muitas vezes, ao nos relacionarmos com elas, temos uma postura passiva de "deixar como está" e condicionamos, tanto a pessoa com deficiência como a nós mesmos, a uma situação de dependência que não é positiva para nenhuma das partes. Fica explícito o quanto todos os seres humanos podem se desenvolver e adquirir autonomia de alguma forma em seu modo de ser e existir, desde que existam pessoas capacitadas e dispostas a auxiliá-los em seu processo desenvolvimentista, o que requer conhecimento, persistência, tempo, dedicação e sensibilidade. A eficácia no ensino e aprendizagem tem como ferramentas importantes, a reflexão do professor sobre sua didática e a avaliação de seu aluno. Por meio delas é possível planejar métodos eficazes, considerando a especificidade do aluno e a devida  flexibilidade para mudanças de estratégias quando necessário.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Aula 29.08.2017

Boa noite!

Na aula de hoje dialogamos sobre a questão da sexualidade da pessoa com deficiência, você já conversou com alguém sobre o tema? Tem algum tipo de curiosidade sobre ele?

Primeiramente, sugerimos a leitura do artigo "Desfazendo os mitos para minimizar o preconceito sobre a sexualidade de pessoas com deficiência" escrito por Ana Cláudio Bortolozzi Maia e Paulo Rennes Marçal Ribeiro. 

Agora indicamos alguns vídeos para que reflita um pouco mais sobre a temática:

"Documentário do Luto a Luta" https://www.youtube.com/watch?v=aAvhSlEbC_Y

Se você é professor, coordenador, ou precisa abordar a temática e não sabe como, sugerimos que utilize os vídeos como recurso introdutório para suscitar indagações e reflexões no grupo, e com base nas discussões desmitifique as questões que são perpetuadas socialmente pela falta de conhecimento.  
É fundamental que os possíveis mitos sejam trabalhados com base em casos reais de pessoas com deficiência que falem sobre suas próprias experiências de vida, os quais permitem a mudança de paradigmas e o rompimento com a superficialidade do senso comum. Haja vista que as pessoas com deficiência vivem suas sexualidades como quaisquer pessoas, conforme podemos perceber em suas expressões e falas nos documentários antes linkados.
Os vídeos também servem como complemento após a exposição do assunto. Seu contexto dirá qual é a melhor escolha.
Ressaltamos, ainda, o quão ricas são as falas apresentadas ao longo do documentário Pipas no ar, em que pessoas próximas às pessoas com deficiência frisam a necessidade de abordar a questão da sexualidade com elas, afinal é parte da construção da identidade de todo ser humano e o conhecimento sobre o tema auxilia na prevenção, seguração e bem-estar dos cidadãos.
Não se deixe levar pelo preconceito, esclareça-se!

Abraços.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Aula 22.08.2017

Chegamos ao último semestre do curso, e dessa vez, nossa abordagem será a sobre a Educação Especial na perspectiva Inclusiva, estudamos um breve histórico da Educação Especial no Brasil a partir do artigo de Enicéia Gonçalves Mendes que segue:


Com base na leitura realizamos uma discussão entre as equipes cooperativas, mediada pela Professora Doutora Vera Lúcia Messias Fialho Capellini.

Agora, nossa equipe conta com três integrantes: Jamile, Rayane e Daniely. 
Todas estiveram presentes e participantes na aula!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"Sementes do nosso quintal"

Bom dia!

Em nossa última atividade do semestre pudemos assistir aos trechos do filme "Sementes do nosso quintal" que estão disponíveis nestes links:


E aqui deixamos nossas considerações:

Os vídeos servem como uma reflexão sobre os espaços infantis e os acessos tidos nesses. Percebe-se na instituição uma grande liberdade às crianças para desenvolverem seus interesses, potencialidades, participarem da cultura local e trabalharem a autonomia, identidade, curiosidade e afins.
Sobre a música é notável a diferença em relação a forma que essa se insere hoje na educação infantil, pois muitas vezes sequer é trabalhada. Ali as crianças têm contato com instrumentos músicas, são acompanhadas por um educador musical, que mesmo com suas limitações, procura inserir as noções básicas de musicalização dentro de um ambiente aberto para o explorar da criança, têm acesso a música de diferentes estilos, participam de apresentações culturais que são promovidas na escola, etc.
No que tange as outras aprendizagens, sempre é marcante a permissão para que as crianças investiguem o objeto de trabalho, proponham ações entre si, desbravem o ambiente, lidem com a cooperação em grupo e com os conflitos, nesse processo se insere a mediação do professor, acompanhamento, observação, etc. Serve-nos como aprendizado essas e outras experiências disponíveis nesses vídeos.

Abçs




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

PLANOS DE AULA

Nessa última terça-feira (12/01/16) foram apresentados os PLANOS DE AULA da disciplina PRÁTICAS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Embora sua elaboração tenha ocorrido de forma individual, a apresentação deu-se de forma coletiva. Cada membro expôs sua vivência à cerca da atividade que produziu e, posteriormente, aplicou com crianças da Educação Infantil, sejam elas pertencentes a alguma instituição de ensino, projeto social, familiares; entre outros. A seguir, apresentaremos os planos produzidos pela nossa equipe.

CRISTIANE
Ajudando as crianças a se colocarem no lugar do outro: compreendendo e respeitando as diferenças. 

Formação Social e Pessoal
Escola: EMEI III – Profª Yoalanda Mazza Fortunato (Av. Dr. Antonio Galízia, 902 – Bairro do Livramento- BARIRI).
Objetivos: Aproximar as crianças em torno de uma atividade comum possibilitando uma atividade cooperativa;
Ajudar as crianças a se colocarem no lugar do outro e respeitar as diferenças.
Conteúdos: Interação, respeito as diferenças entre as pessoas .
Ano: Pré-escola II (5 anos).
Tempo estimado: 1hora e 30min.
Material: tiras de panos para vendar os alunos, brinquedos, pedaços de madeira,etc (para serem colocados como obstáculos a serem passados ).
Procedimentos: etapas
1° etapa: Apresentação do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=zbPPoF1ax88, como introdução ao assunto, em seguida perguntar o que as crianças entenderam do mesmo.
2° etapa: Preparar o circuito, com obstáculo no caminho( brinquedos, pedaços de madeira, criar pequenas poças de água, etc) e dividir as crianças em duplas (meninos com meninas, meninas com meninas,meninos com meninos) para a realização do circuito, após cada dupla realizar o mesmo é feita a troca de crianças nas duplas.
3° etapa: Sentar em roda e conversar com as crianças sobre as dificuldades encontradas, como se sentiram estando vendadas e sendo guiadas pelos colegas.
Avaliação: Analisar as dificuldades encontradas pelas crianças estando vendadas,se sentiram confiança no colega que o estava guiando, se conseguiram se colocar no lugar do outro.
Relato após aplicação do plano de aula: No começo, achei que teria dificuldades em aplicar esse plano devido à idade das crianças, porém ocorreu tudo dentro do esperado, passei o vídeo, eles assistiram, em seguida expliquei o que teria que ser feito, e com a ajuda de um aluno expliquei como teria que ser feito o circuito, como o colega deveria auxiliar o outro para não tropeçar, ou esbarrar em alguma coisa. Feito isso formamos as duplas e começaram a fazer o circuito, no começo tiveram dificuldades, porém com o tempo foram se adaptando e conseguindo realizar, claro que algumas vezes esbarravam em algo, entretanto o objetivo principal era conseguir a confiança no colega, respeitar as diferenças. Após a realização sentamos em circulo e as crianças falaram o que acharam, algumas disseram que era uma sensação esquisita ter que ser ajudado por outra pessoa dessa maneira, outras disseram que sentiram confiança nos colegas, a maioria sentiu dificuldade em confiar no colega no começo, porém depois foram sentindo confiança. Foi uma experiência nova e produtiva, e que vale a pena colocá-la em prática.

JAMILE
Projeto Nosso corpo!

Faixa etária: Crianças de quatro anos (Jardim I).

Instituição de ensino: EMEI “Valéria de Oliveira Asenjo” – Bauru/SP.

Período: Tarde.

Duração: 40 minutos.

Objetivos: 

           Objetivo geral
Ampliar o conhecimento sobre as partes do corpo e seus respectivos movimentos.

          Objetivos específicos
  •   Apresentar as partes externas do corpo humano para as crianças;
  •   Observar as capacidades de reconhecimento das partes do corpo;
  •   Observar o comportamento das crianças numa situação de coordenação dos movimentos a partir de canções;
  •   Desenvolver a atenção e concentração das crianças, além do senso de higiene.
  •  

Materiais
  •   Livro “Dos pés à cabeça”[i];
  •   Rádio;
  •   Canções: “Os dedinhos” – Eliana; “Desengonçada” – Bia Bedran; “Tomando banho” – TV Cultura Castelo Ra-Tim-Bum; “Tchutchuê Tchutchuê” – Rebeca Nemer.
Desenvolvimento

Reúnem-se as crianças em roda convidando-as para o momento da exposição do livro. Para iniciar, faz-se um levantamento dos conhecimentos prévios e o cântico da música “Os dedinhos”, assim trabalha-se a concentração, o primeiro reconhecimento dos membros do corpo e tranquiliza.
Quando todos estiverem acomodados, apresenta-se o livro e as imagens das partes do corpo, solicitando às crianças que digam o nome da referida parte ilustrada. Durante a exposição, abordam-se os benefícios proporcionados pelo membro corpóreo, mostrando suas funções. Proporciona-se, também, às crianças o reconhecimento em si mesmo das partes citadas.
Para abordar os movimentos, convidam-se as crianças para ‘acordar’ as partes do corpo a partir da canção “Desengonçada” (Bia Bedran), posteriormente, o professor trata da necessidade de higienizar o corpo para que ele se mantenha saudável e funcionando cantando a canção do rato, “Tomando banho” da TV Cultura. Por fim, para a coordenação, sugere-se a música “Tchutchuê tchutchuê” (Rebeca Nemer), momento em que a criança participa e se expressa corporalmente desenvolvendo a atenção, motricidade e reconhecimento.

Avaliação

A avaliação será realizada a partir da observação do interesse e das impressões das crianças durante as atividades propostas.

Decorrências da aplicação do projeto

            As crianças demonstraram bastante interesse pelo tema e participaram de forma ativa durante toda a atividade. Foi feita a introdução, na qual demonstraram um bom reconhecimento dos membros corpóreos, porém, com dúvidas sobre os nomes dos dedos, a primeira canção cativou todos.
O suspense criado na exposição do livro gerou entusiasmo e participação, as crianças prontamente respondiam a parte apresentada e quando indagadas sobre as funções, importância e benefícios muitos se expressaram adequadamente. A duração da atividade foi suficiente para que não perdessem o interesse, e o convite para a segunda canção de despertamento foi bem aceito.
Durante a sequência de cânticos e expressão corporal, os alunos mantiveram-se em roda, a maioria participou, mostrou-se hábil nas competências solicitadas, e as intervenções facilitaram o alcance das expectativas. Foi interessante notar a noção de lateralidade (esquerda e direita) que eles possuem, bem como a facilidade para contar os números até a terceira dezena. Quando citadas as partes íntimas do corpo, alguns demonstraram vergonha, outros, dificuldade quando o solicitado foi voltar os pés para dentro na canção “Tchutchuê tchutchuê” (Rebeca Nemer).
Foram extremamente gratificantes a recepção e interesse das crianças, que resulta em participação, aprendizagem e desenvolvimento. Além disso, o carinho, o privilégio de ampliação de suas vivências a partir do conhecimento do mundo físico, social e natural. Como reflexão final, pude inferir, também, a importância do planejamento da aula para que as atividades se efetivem com organização, foco, intenção, mediação e melhor aproveitamento.



[i] PASSUELLO, M. C. P. Dos pés à cabeça. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.


LUCIANA
Vivenciando a Amarelinha

  Introdução: O plano de aula a seguir foi executado com crianças pertencentes ao meu eixo familiar, prima e filho de amigos, com quatro e cinco anos respectivamente.

Objetivos Gerais: - Promover a vivência da brincadeira Amarelinha e, por meio dela e de algumas variações, abordar alguns conteúdos sobre o conhecimento do corpo.
- Incentivo e valorização a cultura lúdica.
 - Promoção de situações de ensino e aprendizagem ricas para a construção de habilidades corporais básicas.

Objetivos específicos: - Reconhecer a existência de regras nas brincadeiras vivenciadas.
- Respeitar as regras combinadas.
- Admitir a possibilidade de variações e adaptações nas regras originais de uma brincadeira.
- Efetuar movimentos básicos de arremesso, salto (com um ou dois pés), giro e equilíbrio.
- Idealizar e construir sequências de movimentos levando em consideração os limites de cada um.
- Perceber os efeitos da atividade física no ritmo da frequência cardíaca e capacidades físicas de velocidade e força.

Tempo estimado: 40 a 50 minutos.

Materiais: Giz, amplo espaço físico, cronometro.

Procedimentos metodológicos: A atividade foi iniciada com a explicação das regras tradicionais da brincadeira e a delimitação do espaço a ser utilizado. Em seguida, começamos a brincadeira da forma mais conhecida (desenhei a Amarelinha no chão e distribuí as pedrinhas a serem arremessadas). Notando a dificuldade em permanecer por muito tempo em um único apoio sugeri que passassem a saltar com os dois pés, juntos. A brincadeira prosseguiu por, aproximadamente, dez minutos; e em seguida propus as variações:
- 1°: Neste momento, o uso da pedrinha é dispensado para que o foco das crianças esteja na velocidade do deslocamento e na coordenação entre os saltos alternados de um e dois pés. Numa primeira rodada as crianças experimentam uma corrida cada um, para ter o primeiro contato com o desafio proposto. Nas rodadas seguintes, considera-se o tempo de cada um deles e anota-se para transmiti-lo às crianças e para que vejam suas evoluções de tempo. Ao final de cada percurso individual, propus aos alunos a percepção de sua frequência cardíaca, por meio de apalpamento do pulso.
- 2°: Neste momento, a proposta foi desenharmos uma Amarelinha diferente e saltá-la de diversas formas (girando, de costas, com os dois pés, com um só, entre outros).
-3°: Há ainda a possibilidade de uma Amarelinha suspensa (a qual não foi executada por falta de espaço adequado): Para esta brincadeira, você vai precisar de um espaço de terra ou de areia. Sobre o desenho de uma amarelinha tradicional, espete uma vareta de bambu  em cada um dos vértices das casas da amarelinha, ou seja, nos cantos dos quadrados que representam cada uma das casas. Feito isso, o elástico de costura deve ser amarrado e estendido nas varetas de bambu de modo a reproduzir o mesmo desenho da amarelinha tradicional, só que SUSPENSO do chão, a uma distância de mais ou menos cinco cm. O desafio nesta atividade é realizar a sequência de saltos de forma coordenada, sem pisar nos elásticos.

Avaliação: Para tais atividades contei com a participação de dois alunos (um menino e uma menina), ambos muito atentos às explicações e participativos em todas as variações. Mostraram-se muitos dispostos a aprender e a tentar até mesmo os movimentos que ainda não haviam vivenciado em uma amarelinha (como pulá-la de costas, com um só pé e com outra configuração, formato, por exemplo). Mostraram-se muito surpresos no momento em que notaram sua pulsação acelerada, devido ao exercício. 

MICHELE
Ọmọ Ẹ̀kọ́-  Ensino da criança
Maracatu de Baque Virado na sala de aula 

PÚBLICO-ALVO:  Jardim II

EIXOS TEMÁTICOS: Linguagem Musical, Educação Musical, Cultura Popular, Manifestações Culturais, Cultura Afro-Brasileira

DURAÇÃO: uma aula de 50 minutos

Segundo o RCNEI (1998,p.47) “Outra prática corrente tem sido o uso das bandinhas rítmicas    para o desenvolvimento motor, da audição, e do domínio rítmico. Essas bandinhas utilizam instrumentos — pandeirinhos, tamborzinhos, pauzinhos etc. — muitas vezes confeccionados com material inadequado e conseqüentemente com qualidade sonora deficiente. Isso reforça o aspecto mecânico e a imitação, deixando pouco ou nenhum espaço às atividades de criação ou às questões ligadas a percepção e conhecimento das possibilidades e qualidades expressivas dos sons.”,esta tem sido a grande dificuldade para se trabalhar a Linguagem Musical dentro do contexto escolar.
Diante disso,a proposta desta aula é proporcionar uma vivência de Maracatu de Baque Virado com as crianças do Jardim II.
A criança quando brinca,movimentando o corpo e cantarolando canções, relaciona-se assim com a cultura e o mundo em que vive e descobre a cada dia,dando significado à ele.Esta rica experiência de dança e música em que está inserida proporciona à criança possibilidades de criar e categorizar o que faz sentido à ela. Maffioletti (2007) escreve que: “É isso que fará dela um ser humano capaz de compreender os sons de sua cultura [...]” (p. 130).
Vamos descobrir novas possibilidades,criar e brincar o Maracatu numa tentativa de diminuir as fronteiras entre as crianças de Bauru e Recife.

OBJETIVOS:
1.    Desenvolver a valorização da Cultura Negra nos alunos;
2.    Promover o respeito pela ancestralidade e religiosidade afro-brasileira;
3.    Conhecer tradições e culturas diferentes;
4.    Desenvolver percepção auditiva;
5.    Vivenciar e conhecer a história do Maracatu de Baque Virado;
6.    Desenvolver a expressão,auto-estima e auto-conhecimento ;
7.    Ampliar a memória musical e o ritmo.

            METODOLOGIA:
-Apresentação de  Power Point com fotos da Nação de Maracatu Porto Rico, de Recife-PE, com enfoque nas crianças que dançam e tocam na Nação.
-Vídeos com o Cortejo da Nação de Maracatu Porto Rico em Recife-PE nas ruas no Carnaval de 2012 e 2013, também com enfoque na participação das crianças.
-Vídeo: A menina e o tambor.
Animação que conta a história de uma menina que, ao perceber o olhar triste das pessoas, começa a tocar um tambor enquanto anda pela rua, e o som do tambor, que é a mesma batida do coração, conecta as pessoas, deixando-as mais felizes. Essa animação mostra o poder da Música de transformar e curar as pessoas.
-Conhecer e tocar os instrumentos de Maracatu: Alfaia, Agbê e Atabaque.
            
 AVALIAÇÃO:
Ocorrerá durante todo o processo mediante a participação dos alunos.Roda de conversas sobre o que aprenderam do Maracatu de Baque Virado.

RELATÓRIO: Sabemos que a Música é de extrema importância na Educação Infantil,auxiliando no desenvolvimento do raciocínio,concentração,criatividade.
Aliada às nossas manifestações culturais como: Coco,Cacuriá,Maracatu,Jongo,Frevo se torna um aprendizado rico,trazendo conscientização e valorização da nossa cultura popular.
Aqui escolhi o Maracatu de Baque Virado por se tratar de uma cultura de resistência do povo negro afro-brasileiro.Engloba diversos temas em uma atividade só: ensino de linguagem musical,valorização da cultura negra e do povo negro,mantém viva nossas tradições da Cultura Popular.
Por fazer parte de um grupo que pesquisa e toca a Nação de Maracatu Porto Rico,de Recife-PE,nestes anos todos pesquisando percebi que todas estas manifestações são apreendidas através de vivências e oralidade,usando desta metodologia,decidi aplica-la às crianças também.
Como eu já imaginava as crianças ficaram muito agitadas,mas canalizei toda a energia delas para a vivência sobre o que é o Maracatu de Baque Virado.
Primeiramente conversamos sobre o que é esta manifestação,nenhuma criança sabia do que se tratava.
Depois passei 3 vídeos e percebi que prestaram bastante atenção,quase não houve conversa.
Apresentei os instrumentos que pude levar até à escola : 1 alfaia, 5 agbês.
Fomos para a parte externa,um local onde tinha grama.
Claro que num primeiro momento eles fizeram muito barulho e brincaram um pouco com os instrumentos.
Consegui que se acalmassem e ensinei o toque mais básico da alfaia e do agbê,com poucos instrumentos e 26 crianças foi bem difícil.
Fiz um esquema para revezarem e enquanto uns tocavam,outros dançavam ou brincavam na grama.
Como teriam que voltar pra sala de aula,sentamos no chão e pedi que respirassem fundo algumas vezes para se acalmar.
Conversamos um pouco sobre o que aprenderam da vivência.
Foi gratificante pois ficaram muito alegres e lembrei-os do vídeo da Menina e o Tambor,onde todos na rua se sentiam felizes ao ouvir o tambor tocando,esta é a magia do Maracatu.
Como uma introdução ao Maracatu ,uma aula de 50 minutos é suficiente,porém como já disse,Maracatu é uma vivência,uma tradição passada através dos Mestres por oralidade.Para não atrapalhar a rotina da sala,uma aula foi o que pudemos ter,mas constatei que foi eficaz e que absorveram algumas coisas.

RAYANE
Projeto Meu Corpo no Espaço!

Escola: Colégio São Francisco de Assis – Bauru/SP   

Faixa Etária: 3 e 4 anos (Infantil II)

Quantidade de alunos: 14 crianças

Período: Manhã

Duração: Cerca de 30 minutos

Objetivos Gerais: Possibilitar às crianças a capacidade de reconhecer seu corpo e partes distintas deste, inserção no espaço em que vivemos e noções de lateralidade.

Objetivos Específicos:
·        Dialogar com às crianças sobre o corpo humano e observar as noções já adquiridas;
·        Desenvolver a percepção de frente e trás;
·        Observar a atenção das crianças quando uma comanda for dada;
·        Propiciar momento de descontração ao cantar uma música conhecida pelas crianças fazendo menção as partes do corpo humano.
Procedimentos Metodológicos:
Será realizada a acolhida das crianças e feito um diálogo inicial onde o tema a ser tratado será exposto. Nesse momento, deverá ser observado as noções iniciais que a turma apresenta em relação ao conhecimento do próprio corpo e as dúvidas que por ventura surgirem deverão ser sanadas de forma clara e a mais tranquila possível. Após isso, a primeira atividade deverá ser explicada às crianças, retomando as noções tratadas na conversa anterior, aqui serão dispostas as mochilas que elas utilizam em uma fileira e solicitado um a um que atenda aos comandos da mediadora para se posicionarem na frente ou atrás dessas. Nesse momento, é importante intercalar, repetir e testar a atenção das crianças com relação à comanda dada. Num último momento é realizado o encerramento da atividade com a canção Cabeça, Ombro, Joelho e Pé, da apresentadora Xuxa, que faz menção às partes do corpo humano e características da face (olhos, ouvidos, boca e nariz), deve-se observar as noções que a turma apresenta em relação às partes citadas.

Recursos Didáticos:
·        Mochilas das próprias crianças (pode ser cadeiras ou outro objeto que possibilite a movimentação frente/trás);
·        Rádio;
·        Canção: Cabeça, ombro, joelho e pé.

Desenvolvimento e avaliação:
O momento da acolhida serviu para despertar a turma, pois, sempre que chegam a escola ainda estão meio sonolentas por se tratar do período matutina (entram por volta das 7:30 horas). Aqui a maioria se manteve atenta a explicação passada com exceção de dois alunos que se mostraram mais dispersos. Após, no momento da realização da primeira atividade que envolvia as mochilas dos alunos, a turma foi ficando mais agitada e foi preciso fazer uma intervenção para que escutassem a explicação e realizassem a atividade. Todos conseguiram, mas, houve casos em que foi preciso repetir algumas vezes a comanda para que a criança entendesse a posição que deveria ficar. No último momento, foi realizado uma atividade mais descontraída com a canção da apresentadora Xuxa, a maioria das crianças já tinha noções básicas das partes do corpo, cabeça e pés principalmente, e outras tiveram mais dificuldades para localizar os ombros e joelhos, mas, nada de muito preocupante, já que esse é o primeiro ano da turma numa escola. Em relação aos órgãos do sentido localizados na face, a maioria representou corretamente durante a execução dos gestos.        
            Durante todo o trabalho, somente dois alunos não se envolveram totalmente nas atividades, um deles é conhecido pelo comportamento agitado e outro é o mais novo da turma e por isso nem sempre se integra em tudo que é realizado. Na atividade de posicionamento frente/trás, uma das alunas teve maior dificuldade pois, “imitava” a comanda dada à criança anterior a ela, e por esse motivo, foi preciso repetir mais que uma vez o que era para ser feito. Posso destacar que a turma se encontra em um nível coerente de desenvolvimento para idade, já que, como mencionado acima, é a primeira vez que frequentam o ambiente escolar. Me sinto grata por ter tido a oportunidade de realizar essa atividade, pois, já é o ambiente em que atuo diariamente, mas, não em situação direta de ensino/aprendizagem.  



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Produção coletiva da equipe: Sobre o planejamento e organização de projetos


Quando se trata de educação infantil, planejamento e organização de projetos são essenciais. E para que isso ocorra da melhor forma é necessário considerar, em primeiro lugar, a criança com que se trabalha e sua relação direta com a família, o que significa levar em conta as experiências, crenças, valores, costumes e expectativas, ou seja, todo contexto particular de cada aluno.
Outro fator importante é a promoção da autonomia, que se torna possível por meio de ações estrategicamente pensadas pelo professor, nas quais a criança possa tomar decisões sozinhas e coletivamente, fazer escolhas, executar tarefas compatíveis com sua idade e refletir, tornando-se sujeito de seu desenvolvimento.
Partindo deste viés, o desenvolvimento é mais bem proporcionado agregando os cinco sentidos à proposta pedagógica, que encontra nos ambientes internos, sobretudo, nos externos, um meio para sua aplicação incluindo a brincadeira, tanto livre quanto dirigida.
O professor deve organizar seu ambiente de acordo com as necessidades que se fazem presentes e, vão sendo apresentadas pelas crianças ao longo do período escolar. Isso requer pensar nos espaços, recursos e tempo que serão disponibilizados em cada atividade, sem esquecer o valor que os ambientes possuem em propiciar a autoestima e autoconceito positivos na criança, conforme a disposição dos materiais, higiene, agradabilidade, motivação, adaptação, integração e respeito.
O planejamento não pode ser rígido, haja vista a possibilidade de imprevistos, portanto é válida a dinamicidade das atividades. No que tange a avaliação, sabemos que na educação infantil, esta se faz por meio de registros e observações, todavia, é preciso o desapego às formalidades demasiadas, e uma valorização do diálogo, percepção e interação dos quais resultam aperfeiçoamento do trabalho e maior desenvolvimento humano. Os registros podem, inclusive, serem feitos a partir das novas tecnologias, incluir as impressões da família sobre os processos e aprendizados, e afins.
É notável a grandeza da educação infantil, pois ela constitui a primeira etapa de um ciclo contínuo, o aprender. E as crianças não apenas aprendem a conhecer, fazer e experimentar, mas, também, a ser, essa é a essência.