quinta-feira, 25 de junho de 2015

Aula do dia 25.06.15

Boa tarde!

E para a aula hoje trabalharemos com a obra: "A prática educativa: como ensinar" de Antoni Zabala. O capítulo abordado será o terceiro: "As sequências didáticas e as sequências de conteúdos", para que saiba um pouco mais sobre a leitura deixamos este trecho:

“[...] Nem tudo se aprende do mesmo modo, no mesmo tempo nem com o mesmo trabalho. Discernir o que pode ser objeto de uma unidade didática, como conteúdo prioritário, do que exige um trabalho mais continuado, ao longo de diversas unidades e, inclusive, em áreas e situações escolares diversificadas, talvez seja um exercício ao qual não estejamos suficientemente acostumados, mas nem por isso é menos necessário. Quantas vezes nos mostramos perplexos porque nossos alunos esqueceram a realização de um procedimento? Quantas vezes nos perguntamos como é possível que não sejam capazes de utilizar o que sabem fazer numa área quando lhes é apresentado um problema numa área diferente? Por que nosso desejo de que sejam tolerantes e respeitosos se vê frustrado justamente naquelas ocasiões em que é mais necessário exercer a tolerância e o respeito? Como pode ser que os conceitos que pareciam seguros não resistam ao embate das mínimas contradições? A resposta que atribui a estes fatos, exclusivamente a características dos alunos não deveria nos tranquilizar, embora seja lógico que a utilizaremos, se não temos outras. Em minha opinião, refletir sobre o que implica aprender o que propomos, e o que implica aprendê-lo de maneira significativa, pode nos conduzir a estabelecer propostas mais fundamentadas, suscetíveis de ajudar mais os alunos e ajudar nós mesmos. [...] Em resumo, o que queremos dizer é que mais do que nos movermos pelo apoio acrítico a um ou outro modo de organizar o ensino, devemos dispor de critérios que nos permitam considerar o que é mais conveniente num dado momento para determinados objetivos a partir das convicções de que nem tudo tem o mesmo valor, nem vale para satisfazer as mesmas finalidades. Utilizar estes critérios para analisar nossa prática e, se convém, para reorientá-la em algum sentido, pode representar, em princípio, um esforço adicional, mas o que é certo é que pode evitar perplexidades e confusões posteriores.” (ZABALA, 1998, p. 86)

Até mais!




quarta-feira, 24 de junho de 2015

Hoje é dia de DICA!!!

Boa tarde!

Sugerimos que aproveitem estas superdicas para musicalização na educação infantil, inclusive que acompanhem o excelente trabalho do Marcus do MUSIPED http://www.musiped.com.br/.


Abs

segunda-feira, 22 de junho de 2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Aulas 11 e 18.06.2015 – Tendências Pedagógicas na Prática Escolar: Aula expositiva dialogada


Em nosso último encontro discutimos o texto: Tendências Pedagógicas na Prática Escolar, do autor José Carlos Libâneo.  O texto aponta as principais tendências pedagógicas presentes no âmbito escolar, ilustrando os diferentes modos como o professor pode realizar seu trabalho, organizar seus conteúdos e escolher suas técnicas de ensino e avaliação.

Por meio da publicação pudemos evidenciar que as tendências pedagógicas podem ser classificadas em: Liberais (a qual engloba a abordagens Tradicional, Renovada Progressivista, Renovada Não-diretiva e Tecnicista) e Progressistas (englobando as abordagens: Libertadora, Libertária e Crítico-Social dos Conteúdos). Neste momento, nos aprofundaremos na Tendência Pedagógica Liberal, enfatizando a abordagem tradicional.

De acordo com Libâneo, “o termo liberal não tem o sentido de “avançado”, “democrático”, “aberto”, como costuma ser usado”. O ideal liberal surgiu como uma manifestação própria da sociedade capitalista e tal tendência tem se destacado na educação brasileira. No âmbito da pedagogia liberal a escola tem a função de preparar os alunos para desempenharem papéis sociais, de acordo com suas aptidões. Para tanto, os indivíduos devem adequar-se as normas e valores vigentes na sociedade, enfatizando o desenvolvimento da cultura individual – desta forma, o enfoque na perspectiva cultural mascara a realidade da diferença de classes, pois, a ideia de igualdade de oportunidades é difundida e não se considera a desigualdade de condições.

A educação liberal iniciou-se, segundo o processo histórico, com a pedagogia tradicional. Dentro desta tendência a pedagogia é caracterizada pelo ensino humanístico, onde o aluno é educado para conseguir, com seu próprio esforço, sua realização como pessoa. Os conteúdos, a relação professor-aluno e os procedimentos didáticos não estabelecem relação com o cotidiano do individuo tão pouco com sua realidade social. Há apenas a predominância da palavra do professor.  Desta forma, podemos notar que dentro na Tendência Liberal Tradicional o papel da escola é preparar o aluno para assumir posições sociais; no relacionamento professor-aluno há predomínio da autoridade do professor; os conteúdos de ensino são valores e conhecimentos sociais reunidos por gerações anteriores, repassadas como verdades e a metodologia de ensino baseia-se na exposição verbal da matéria. A respeito da metodologia de ensino da Pedagogia Liberal Tradicional, destacamos aqui as aulas expositivas dialogadas.

Muitos autores e educadores consideram a aula expositiva um método tradicional, alguns até desejam o fim dessa prática. Entretanto, esse método continua ativo em muitas instituições de ensino e, algumas vezes, se faz necessário. A aula expositiva dialogada baseia-se na exposição do conteúdo a ser ministrado e o estimulo à interação, o diálogo entre os alunos e entre alunos e professor. Consiste em uma das estratégia mais utilizadas no ensino superior atualmente - a exposição oral por parte do professor é importante no processo ensino-aprendizagem pois estimula a participação dos alunos, sana  suas dúvidas, aguça questionamentos e permite conhecer a realidade dos alunos.

Nesta metodologia, o conteúdo é abordado de forma dinâmica, visto que o diálogo é a base dessa estratégia. As aulas tornam-se trocas de experiências que partem do conhecimento prévio do aluno, sua prática social, elevando a discussão a níveis reflexivos; o que conduz o aluno a constatar a relação entre seu saber inicial e o saber científico apresentado pelo professor.


O desafio do docente consiste em manter a motivação dos seus alunos sempre em alta, para que haja plena participação nas aulas. Por isso, o professor necessita estudar e elaborar suas aulas previamente, buscando dados interessantes e selecionando os recursos disponíveis. Também é necessário planejar a avaliação das aulas, registrando as contribuições e o envolvimento dos alunos.