E para a aula hoje trabalharemos com a obra: "A prática educativa: como ensinar" de Antoni Zabala. O capítulo abordado será o terceiro: "As sequências didáticas e as sequências de conteúdos", para que saiba um pouco mais sobre a leitura deixamos este trecho:
“[...] Nem tudo se aprende do mesmo
modo, no mesmo tempo nem com o mesmo trabalho. Discernir o que pode ser objeto
de uma unidade didática, como conteúdo prioritário, do que exige um trabalho
mais continuado, ao longo de diversas unidades e, inclusive, em áreas e
situações escolares diversificadas, talvez seja um exercício ao qual não
estejamos suficientemente acostumados, mas nem por isso é menos necessário.
Quantas vezes nos mostramos perplexos porque nossos alunos esqueceram a
realização de um procedimento? Quantas vezes nos perguntamos como é possível
que não sejam capazes de utilizar o que sabem fazer numa área quando lhes é
apresentado um problema numa área diferente? Por que nosso desejo de que sejam
tolerantes e respeitosos se vê frustrado justamente naquelas ocasiões em que é
mais necessário exercer a tolerância e o respeito? Como pode ser que os
conceitos que pareciam seguros não resistam ao embate das mínimas contradições?
A resposta que atribui a estes fatos, exclusivamente a características dos
alunos não deveria nos tranquilizar, embora seja lógico que a utilizaremos, se não
temos outras. Em minha opinião, refletir sobre o que implica aprender o que
propomos, e o que implica aprendê-lo de maneira significativa, pode nos
conduzir a estabelecer propostas mais fundamentadas, suscetíveis de ajudar mais
os alunos e ajudar nós mesmos. [...] Em resumo, o que queremos dizer é que mais
do que nos movermos pelo apoio acrítico a um ou outro modo de organizar o
ensino, devemos dispor de critérios que nos permitam considerar o que é mais
conveniente num dado momento para determinados objetivos a partir das
convicções de que nem tudo tem o mesmo valor, nem vale para satisfazer as
mesmas finalidades. Utilizar estes critérios para analisar nossa prática e, se
convém, para reorientá-la em algum sentido, pode representar, em princípio, um
esforço adicional, mas o que é certo é que pode evitar perplexidades e
confusões posteriores.” (ZABALA, 1998, p. 86)

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